Entendimento Sobre Correntes Americanas: Ego-psicologia e relações objetais
EGO-PSICOLOGIA

Entendimento Sobre Correntes Americanas: Ego-psicologia e relações objetais

❤️ Deixe sua Avaliação Positiva post

Loading

As correntes americanas da psicologia, como a ego-psicologia e as relações objetais, desempenharam um papel importante no desenvolvimento e compreensão da psicologia moderna. Nesta seção, iremos explorar o entendimento sobre essas correntes e discutir as teorias e conceitos fundamentais que as diferenciam de outras correntes de pensamento.

Principais pontos a serem considerados:

  • A ego-psicologia e as relações objetais são correntes importantes na psicologia americana.
  • As teorias do narcisismo de Kohut e de Lacan divergem e convergem em relação à teoria do ego autônomo.
  • Kohut se baseia na psicologia do ego americana e na teoria das relações objetais de Melanie Klein.
  • Lacan se baseia na tradição psiquiátrica e filosófica francesa.
  • Há uma distinção entre investimentos no ego e no self na psicologia do ego.
  • A psicologia do ego enfoca a autonomia do ego, enquanto Kohut destaca a importância do self bem investido narcisicamente.
  • A explicação do processo no contexto do ego autônomo não é clara o suficiente.

As Teorias de Kohut e Lacan sobre Narcisismo

Tanto Kohut quanto Lacan desenvolveram teorias sobre o narcisismo que questionam a teoria do ego autônomo da psicologia do ego. Embora compartilhem críticas semelhantes, suas abordagens teóricas e clínicas são fundamentadas em princípios distintos. Kohut, influenciado pela psicologia do ego americana e pela teoria das relações objetais de Melanie Klein, realça a importância do self bem investido narcisicamente. Por outro lado, Lacan baseia-se na tradição psiquiátrica e filosófica francesa, trazendo uma perspectiva singular para a compreensão do narcisismo.

Uma diferença fundamental entre as teorias de Kohut e Lacan é a concepção do narcisismo. Enquanto a psicologia do ego enfatiza a distinção entre investimentos no ego e no self, Kohut destaca a importância do self bem investido narcisicamente para o desenvolvimento psicológico saudável. Nessa perspectiva, a saúde psíquica depende do reconhecimento e atendimento às necessidades narcisistas do indivíduo, promovendo a construção de um self coeso e integrado.

“A saúde psíquica depende do reconhecimento e atendimento às necessidades narcisistas do indivíduo, promovendo a construção de um self coeso e integrado.”

Por outro lado, Lacan aborda o narcisismo a partir de sua teoria do ego e critica a concepção de autonomia do ego defendida pela psicologia do ego. Para ele, o sujeito está sempre inserido em um campo simbólico e dependente de estruturas linguísticas e sociais. Assim, o narcisismo ocorre na medida em que o sujeito se identifica com a imagem do outro, perdendo-se em identificações imaginárias que podem gerar conflitos e desequilíbrios.

Teoria Narcisismo Foco
Kohut Self bem investido narcisicamente Desenvolvimento psicológico saudável
Lacan Identificação imaginária Estruturas linguísticas e sociais

Convergências e Divergências entre as Teorias

Embora Kohut e Lacan compartilhem a crítica à teoria do ego autônomo, suas abordagens diferem em relação à ênfase no self, ao papel das estruturas linguísticas e sociais, e à compreensão do narcisismo. Essas divergências enriquecem o campo da psicologia, promovendo debates e contribuições para a compreensão do comportamento humano.

Bases Teóricas de Kohut e Lacan

As teorias de Kohut e Lacan são fundamentadas em diferentes tradições teóricas e clínicas. Kohut, influenciado pela psicologia do ego americana e pela teoria das relações objetais de Melanie Klein, desenvolveu sua abordagem com foco no narcisismo e na importância do self bem investido narcisicamente. Por outro lado, Lacan baseou sua teoria em uma tradição psiquiátrica e filosófica francesa, enfatizando a linguagem, o inconsciente e a relação do sujeito com o Outro.

A psicologia do ego americana, na qual Kohut se baseia, destaca a importância do ego na estruturação da personalidade e no desenvolvimento do indivíduo. Essa abordagem busca aumentar a autonomia do ego por meio da neutralização das pulsões sexuais e agressivas. Por sua vez, Lacan se aprofunda na análise do sujeito em relação à linguagem e ao inconsciente, explorando questões de identidade, simbolismo e desejo.

A influência de Melanie Klein nas bases teóricas de Kohut é perceptível na importância dada às relações objetais e ao investimento do self. Kohut propõe que um self saudável e bem investido narcisicamente é fundamental para o desenvolvimento psicológico adequado. Essa abordagem difere da psicologia do ego, que destaca o ego autônomo e a neutralização das pulsões.

Em resumo, as bases teóricas de Kohut e Lacan refletem suas respectivas tradições teóricas e clínicas. Enquanto Kohut se apoia na psicologia do ego americana e na teoria das relações objetais de Melanie Klein, Lacan se inspira na tradição psiquiátrica e filosófica francesa. O estudo comparativo dessas bases teóricas permite uma compreensão mais profunda das divergências e convergências entre as teorias do narcisismo de Kohut e de Lacan.

Kohut Lacan
Influenciado pela psicologia do ego americana e pela teoria das relações objetais de Melanie Klein Influenciado pela tradição psiquiátrica e filosófica francesa
Enfatiza o narcisismo e a importância do self bem investido narcisicamente Explora a linguagem, o inconsciente e a relação do sujeito com o Outro
Foca no aumento da autonomia do ego e na neutralização das pulsões sexuais e agressivas Analisa o sujeito em relação à linguagem e ao inconsciente, explorando questões de identidade, simbolismo e desejo

O Conceito de Narcisismo nas Teorias

O conceito de narcisismo é abordado de maneira diferente nas teorias de Kohut e Lacan em comparação à psicologia do ego. Ambos os teóricos destacam a importância do narcisismo no desenvolvimento psicológico, mas suas abordagens e ênfases são distintas.

Na psicologia do ego, é feita uma distinção entre investimentos no ego e no self. O narcisismo é visto como um investimento no ego, que envolve a valorização excessiva do próprio eu, a busca por reconhecimento e a satisfação dos desejos individuais. Já nas teorias de Kohut e Lacan, o narcisismo é abordado de maneira mais ampla, incluindo não apenas o investimento no ego, mas também o investimento no self. O self é entendido como a totalidade da pessoa, envolvendo a integração de diversas dimensões: o eu, os outros e o mundo.

Enquanto a psicologia do ego enfoca o aumento da autonomia do ego por meio da neutralização das pulsões sexuais e agressivas, Kohut destaca a importância do self bem investido narcisicamente. Para Kohut, o self saudável é construído a partir de relações de espelho, em que a criança se vê refletida de forma positiva e valorizada pelos cuidadores. Essa valorização é fundamental para o desenvolvimento de uma autoestima saudável e da capacidade de reconhecer e validar as próprias emoções e necessidades.

No entanto, a explicação desse processo no contexto do ego autônomo não é suficientemente clara. Lacan, por sua vez, baseia-se na tradição psiquiátrica e filosófica francesa, trazendo uma abordagem mais simbólica e linguística. Para ele, o narcisismo está relacionado à constituição do eu por meio de identificações com o outro e com a linguagem. Lacan destaca a importância do desejo e da falta na formação do sujeito, enfatizando a influência da linguagem e da cultura na construção do self.

Psicologia do Ego Kohut Lacan
Investimentos no ego Self bem investido narcisicamente Constituição do eu por meio de identificações com o outro e com a linguagem
Ênfase na autonomia do ego
Explicação do processo no contexto do ego autônomo

Ênfase na Autonomia do Ego

A psicologia do ego prioriza o aumento da autonomia do ego por meio da neutralização das pulsões sexuais e agressivas. Essa abordagem busca equilibrar as forças internas do indivíduo para promover um desenvolvimento psicológico saudável. O ego, nesse contexto, é considerado o centro organizador da personalidade, responsável por lidar com as demandas e impulsos do mundo interno e externo.

Na psicologia do ego, as pulsões sexuais e agressivas são reconhecidas como elementos básicos da natureza humana. No entanto, o objetivo é direcionar essas pulsões de maneira adaptativa, a fim de evitar comportamentos disfuncionais ou prejudiciais. Isso é alcançado por meio de mecanismos de defesa, que ajudam a regular e controlar essas pulsões, permitindo que o ego tome decisões mais conscientes e racionais.

É importante ressaltar que essa ênfase na autonomia do ego não significa negar a importância do self. O self, entendido como a identidade e a experiência subjetiva do indivíduo, também desempenha um papel significativo na psicologia do ego. No entanto, diferentemente de outras abordagens, como a teoria do narcisismo de Kohut, o foco principal está na autonomia e na capacidade do ego de lidar com os conflitos e desafios da vida.

Princípios da Psicologia do Ego:
Priorização da autonomia do ego;
Neutralização das pulsões sexuais e agressivas;
Ênfase na regulação e adaptação das pulsões através de mecanismos de defesa;
Reconhecimento da importância do self, mas com foco na capacidade do ego de lidar com os desafios da vida.

Nesse contexto, a psicologia do ego busca promover o desenvolvimento de uma personalidade equilibrada, capaz de se adaptar e se relacionar de forma saudável com o mundo interno e externo. Ao entender e lidar com as pulsões sexuais e agressivas, o indivíduo pode alcançar uma maior autonomia e bem-estar psicológico.

A Importância do Self Investido Narcisicamente

Kohut destaca a importância do self bem investido narcisicamente para um desenvolvimento psicológico saudável. Em suas teorias do narcisismo, ele argumenta que um self saudável depende de uma mirroring e de uma idealização adequada por parte dos objetos de cuidado na infância. Essas experiências proporcionam ao indivíduo uma sensação de integridade, autoestima e confiança.

Para Kohut, investir no self através do reconhecimento e do apoio emocional é fundamental para promover o desenvolvimento de uma identidade saudável. Ele enfatiza a importância de experiências de espelhamento, nas quais o sujeito se vê refletido positivamente nos olhos do outro, e de experiências de idealização, nas quais o sujeito é admirado e valorizado pelos cuidadores.

No entanto, é importante ressaltar que o investimento narcisista não deve ser confundido com egoísmo ou narcisismo patológico. O investimento narcisista saudável envolve uma valorização equilibrada do self e a capacidade de se relacionar de forma empática com os outros. É um aspecto essencial do desenvolvimento psicológico e do estabelecimento de relações interpessoais saudáveis.

Explicação do Processo no Contexto do Ego Autônomo

A explicação do processo no contexto do ego autônomo não é suficientemente clara nas teorias de Kohut e Lacan. Enquanto ambos os teóricos criticam a teoria do ego autônomo da psicologia do ego, suas abordagens teóricas e clínicas diferem em seus fundamentos conceituais.

Na psicologia do ego, o foco está no aumento da autonomia do ego por meio da neutralização das pulsões sexuais e agressivas. No entanto, Kohut enfatiza a importância do self bem investido narcisicamente para um desenvolvimento psicológico adequado. Essa ênfase no self investido narcisicamente destaca a necessidade de um self saudável para o bom funcionamento psicológico.

Por outro lado, Lacan se baseia na tradição psiquiátrica e filosófica francesa, destacando a importância da linguagem e da estruturação simbólica na formação do self. Sua teoria do narcisismo difere da perspectiva da psicologia do ego, pois há uma distinção entre investimentos no ego e no self, enfatizando a importância da estruturação simbólica na constituição do self.

Limitações na Explicação do Processo

No entanto, a explicação do processo no contexto do ego autônomo nas teorias de Kohut e Lacan apresenta limitações claras. Embora ambos os teóricos ofereçam abordagens valiosas para a compreensão do narcisismo e do desenvolvimento psicológico, a questão da clareza e coerência em relação ao processo dentro do ego autônomo ainda precisa ser aprimorada.

É importante continuar explorando e debatendo essas teorias, buscando um entendimento mais abrangente e aprofundado do narcisismo e do papel do ego autônomo no desenvolvimento psicológico do indivíduo.

Teórico Fundamentos Conceituais
Kohut Psicologia do ego americana, teoria das relações objetais de Melanie Klein
Lacan Tradição psiquiátrica e filosófica francesa, ênfase na linguagem e estruturação simbólica

Convergências e Divergências entre as Teorias

As teorias de Kohut e Lacan apresentam tanto convergências quanto divergências em relação ao entendimento do narcisismo. Ambos os teóricos criticam a teoria do ego autônomo da psicologia do ego, mas suas teorias são baseadas em princípios teóricos e clínicos diferentes.

Enquanto Kohut se baseia na psicologia do ego americana e na teoria das relações objetais de Melanie Klein, Lacan se baseia na tradição psiquiátrica e filosófica francesa. Essas diferenças de fundamentação teórica influenciam suas concepções sobre o narcisismo e as abordagens clínicas utilizadas.

Uma distinção importante entre as duas teorias é a forma como cada uma aborda o conceito de narcisismo. Na psicologia do ego, o narcisismo não é privilegiado, pois há uma diferenciação entre investimentos no ego e no self. Por outro lado, Kohut destaca a importância do self bem investido narcisicamente para um desenvolvimento psicológico saudável.

Apesar dessas divergências, as teorias de Kohut e Lacan também apresentam convergências, especialmente em relação à crítica da teoria do ego autônomo. Ambos os teóricos enfatizam a importância de considerar o contexto social, cultural e relacional na compreensão do narcisismo e no trabalho clínico. Essa perspectiva mais ampla contribui para uma visão mais abrangente do desenvolvimento psicológico e do tratamento de transtornos relacionados ao narcisismo.

Convergências Divergências
– Crítica à teoria do ego autônomo – Fundamentação teórica (psicologia do ego vs. tradição psiquiátrica e filosófica)
– Ênfase na importância do contexto social e relacional – Conceito de narcisismo (investimentos no ego vs. self bem investido)

Conclusão Parcial

A comparação das teorias de Kohut e Lacan sobre o narcisismo nos permite compreender as divergências e convergências entre suas abordagens. Enquanto a psicologia do ego americana de Kohut enfatiza a importância do self bem investido narcisicamente, Lacan, influenciado pela tradição psiquiátrica e filosófica francesa, adota uma perspectiva mais social e relacional.

Contribuições para a Psicologia Moderna

As correntes americanas da psicologia, como a ego-psicologia e as relações objetais, trouxeram importantes contribuições para o desenvolvimento da psicologia moderna. Essas abordagens teóricas expandiram nosso entendimento sobre o funcionamento do ego, a formação da personalidade e a influência das relações interpessoais na saúde mental.

Uma das principais contribuições da ego-psicologia foi a ênfase na importância do ego na estrutura da personalidade. Essa corrente psicológica defende que o ego desempenha um papel central na nossa capacidade de adaptação, autonomia e autorregulação emocional.

Através da teoria das relações objetais, a psicologia americana também avançou na compreensão das dinâmicas emocionais e das relações interpessoais. Essa teoria nos mostra como os primeiros vínculos afetivos estabelecidos com nossos cuidadores influenciam o desenvolvimento de nossa identidade e nossa capacidade de estabelecer relacionamentos saudáveis ao longo da vida.

Além disso, a abordagem psicológica da ego-psicologia e a teoria das relações objetais destacam a importância do autoconhecimento, do cuidado com o self e do investimento emocional saudável como pilares fundamentais para uma vida psicologicamente equilibrada. Esses conceitos têm sido incorporados nas práticas clínicas e terapêuticas, proporcionando uma base sólida para o tratamento de transtornos mentais e o desenvolvimento de estratégias de promoção da saúde mental.

Principais contribuições das correntes americanas da psicologia:

  • Ênfase na importância do ego na estrutura da personalidade;
  • Compreensão das dinâmicas emocionais e das relações interpessoais;
  • Valorização do autoconhecimento e do cuidado com o self;
  • Desenvolvimento de estratégias terapêuticas baseadas nas teorias do ego e das relações objetais.

Em resumo, as correntes americanas da psicologia, como a ego-psicologia e as relações objetais, tiveram um papel fundamental no avanço do campo da psicologia moderna. Suas contribuições teóricas e clínicas trouxeram uma compreensão mais profunda da estrutura da personalidade, das relações interpessoais e das estratégias terapêuticas, proporcionando uma base sólida para a prática clínica e o desenvolvimento de intervenções eficazes para o bem-estar mental.

Abordagem Psicológica do Ego-psicologia

A ego-psicologia é uma abordagem psicológica importante, com influência significativa da escola americana. Ela se baseia nos princípios da psicologia do ego e nas teorias das relações objetais de Melanie Klein. Nessa abordagem, o foco está na compreensão do ego e nas suas interações com o mundo externo e com o self interno.

Essa abordagem busca aumentar a autonomia do ego por meio da neutralização das pulsões sexuais e agressivas. Acredita-se que um ego saudável e bem desenvolvido seja essencial para o funcionamento psicológico adequado. Além disso, a ego-psicologia destaca a importância do self bem investido narcisisticamente, ou seja, um self que seja capaz de reconhecer e valorizar a sua própria individualidade.

No entanto, a explicação desse processo no contexto do ego autônomo pode ser um desafio. A teoria do ego autônomo é criticada por alguns teóricos, como Kohut e Lacan, por não levar em consideração aspectos importantes da dinâmica psicológica. Essa crítica aponta para a necessidade de uma compreensão mais abrangente do desenvolvimento psicológico, levando em consideração tanto os aspectos internos quanto as influências externas.

Teorias do Narcisismo Kohut Lacan
Princípios Teóricos Psicologia do ego americana e teoria das relações objetais de Melanie Klein Tradição psiquiátrica e filosófica francesa
Ênfase Self bem investido narcisisticamente Investimentos no ego e no self
Autonomia do Ego Busca aumentar a autonomia do ego Concentra-se nas pulsões sexuais e agressivas

Em resumo, a ego-psicologia é uma abordagem psicológica influente, que busca entender o ego e suas relações com o self e o mundo externo. Ela se baseia na psicologia do ego e nas teorias das relações objetais, destacando a importância da autonomia do ego e do self bem investido narcisisticamente. No entanto, a explicação desse processo no contexto do ego autônomo pode ser desafiadora e requer uma compreensão mais abrangente do desenvolvimento psicológico.

Teoria das Relações Objetais

A teoria das relações objetais de Melanie Klein é uma importante contribuição para as correntes americanas da psicologia. Ela desenvolveu uma abordagem inovadora, focada nas relações precoces entre o bebê e sua mãe, que influencia o desenvolvimento psicológico ao longo da vida.

Klein postulou que a relação entre o bebê e sua mãe é fundamental para o desenvolvimento saudável da personalidade. Ela enfatizou a importância do objeto interno, ou seja, a representação mental do objeto amoroso (geralmente a mãe) presente na mente do bebê. Essa representação interna influencia a forma como o indivíduo percebe e se relaciona com os outros ao longo da vida.

De acordo com a teoria das relações objetais, o bebê passa por estágios de desenvolvimento emocional, nos quais ele lida com ansiedades primitivas, como a ansiedade de separação e a ansiedade destrutiva. Durante esses estágios, o bebê internaliza as figuras parentais, formando um objeto interno positivo e um objeto interno negativo. Esses objetos internos influenciam a forma como o indivíduo se relaciona com os outros e consigo mesmo na vida adulta.

Principais conceitos da teoria das relações objetais:

  • Objeto interno: Representação mental do objeto amoroso presente na mente do bebê.
  • Estágios de desenvolvimento emocional: Momentos-chave em que o bebê lida com ansiedades primitivas e internaliza as figuras parentais.
  • Objeto interno positivo e objeto interno negativo: Representações mentais do objeto amoroso e do objeto destrutivo, respectivamente.

A teoria das relações objetais de Melanie Klein tem sido amplamente influente nas correntes americanas da psicologia, como a ego-psicologia. Ela ajudou a compreender como as primeiras relações afetivas moldam o desenvolvimento psicológico e a formação da personalidade.

Estágios de Desenvolvimento Principais Características
Estágio Paranormal O bebê projeta tanto partes boas quanto partes más de si mesmo no objeto.
Estágio Depressivo O bebê começa a integrar partes boas e más de si mesmo e do objeto.
Estágio de Posição Depressiva O bebê reconhece a separação entre o self e o objeto e experimenta ansiedade de perda.
Estágio Esquizo-paranóide O bebê se sente perseguido e com medo da destruição do objeto.

Em resumo, a teoria das relações objetais de Melanie Klein ampliou nosso entendimento das influências iniciais nas relações interpessoais e no desenvolvimento da personalidade. Seus conceitos e estágios de desenvolvimento proporcionam uma base sólida para a compreensão das dinâmicas emocionais e relacionais da vida adulta.

Críticas à Teoria do Ego Autônomo

A teoria do ego autônomo recebeu críticas significativas por parte da ego-psicologia e de outras correntes americanas da psicologia. Essas críticas questionam a ênfase exagerada no ego como um ente separado, desconsiderando as complexas interações entre o ego e outros elementos da personalidade.

Os críticos argumentam que o ego não pode ser isolado das pulsões sexuais e agressivas, como proposto pela teoria do ego autônomo. Essas correntes psicológicas acreditam que as pulsões sexuais e agressivas desempenham um papel crucial no desenvolvimento psicológico e que a sua neutralização não é a solução para os conflitos internos.

Além disso, a ego-psicologia e outras correntes americanas da psicologia destacam que a teoria do ego autônomo não aborda adequadamente o papel do self na formação da personalidade. Essas abordagens enfatizam a importância do self bem investido narcisicamente para o desenvolvimento psicológico saudável, argumentando que o ego não pode ser compreendido separadamente do self.

Portanto, as críticas à teoria do ego autônomo enfatizam a necessidade de uma abordagem mais integrativa, que considere o ego, o self e as pulsões sexuais e agressivas como partes interdependentes do funcionamento psicológico. Essas críticas contribuem para uma compreensão mais abrangente do desenvolvimento psicológico e enriquecem o campo da psicologia com perspectivas teóricas e clínicas complementares.

Considerações Finais

Ao longo deste artigo, exploramos as correntes americanas da psicologia, especialmente a ego-psicologia e as relações objetais, destacando suas principais teorias e conceitos. Comparamos as teorias do narcisismo de Kohut e Lacan, ressaltando suas divergências e convergências. Ambos os teóricos questionam a teoria do ego autônomo da psicologia do ego, mas suas abordagens são fundamentadas em bases teóricas e clínicas distintas.

Enquanto Kohut se baseia na psicologia do ego americana e na teoria das relações objetais de Melanie Klein, Lacan se apoia na tradição psiquiátrica e filosófica francesa. Essa diferença de fundamentação teórica influencia suas perspectivas sobre o narcisismo e o modo como abordam o investimento no ego e no self.

A psicologia do ego busca aumentar a autonomia do ego, neutralizando as pulsões sexuais e agressivas. Porém, Kohut enfatiza a importância do self bem investido narcisicamente para um desenvolvimento psicológico adequado. Nesse sentido, as teorias se distinguem na ênfase dada à busca pelo equilíbrio entre a autonomia do ego e o investimento narcisista no self.

No entanto, é importante ressaltar que a explicação desse processo no contexto do ego autônomo não é suficientemente clara. As teorias do narcisismo apresentam complexidades e questionamentos cujas respostas ainda estão em debate. É necessário um aprofundamento e uma análise mais aprofundada para um entendimento mais completo do desenvolvimento psicológico e das relações objetais.

Corrente Base Teórica Ênfase
Ego-psicologia Psicologia do ego americana e teoria das relações objetais de Melanie Klein Aumento da autonomia do ego e investimento narcisista no self
Lacan Tradição psiquiátrica e filosófica francesa Análise das estruturas mentais e simbólicas

Em conclusão, as correntes americanas da psicologia, como a ego-psicologia e as relações objetais, desempenham um papel fundamental no campo da psicologia moderna. Elas oferecem diferentes perspectivas sobre o narcisismo, o desenvolvimento do ego e as relações interpessoais. Essas teorias contribuem para uma compreensão mais abrangente do comportamento humano e fornecem ferramentas importantes para a prática clínica.

Conclusão

Em conclusão, as correntes americanas da psicologia, como a ego-psicologia e as relações objetais, trouxeram contribuições significativas para o campo da psicologia moderna. Ao comparar as teorias do narcisismo de Kohut e de Lacan, fica evidente que ambos os teóricos questionam a teoria do ego autônomo da psicologia do ego. No entanto, suas teorias são baseadas em princípios teóricos e clínicos diferentes.

Enquanto Kohut se baseia na psicologia do ego americana e na teoria das relações objetais de Melanie Klein, Lacan se apoia na tradição psiquiátrica e filosófica francesa. Essas diferentes influências moldaram suas perspectivas sobre o narcisismo e as relações interpessoais.

Uma das principais distinções entre as teorias é a abordagem do conceito de narcisismo. Enquanto a psicologia do ego diferencia investimentos no ego e no self, Kohut destaca a importância do self bem investido narcisicamente para um desenvolvimento psicológico adequado.

No entanto, a explicação desse processo no contexto do ego autônomo nas teorias de Kohut e Lacan pode ser considerada pouco clara. Essa limitação deve ser levada em consideração ao analisar essas abordagens teóricas.

FAQ

Quais são as principais teorias a serem comparadas neste artigo?

Neste artigo, vamos comparar as teorias do narcisismo de Kohut e de Lacan.

Em que se baseiam as teorias de Kohut e Lacan?

Kohut se baseia na psicologia do ego americana e na teoria das relações objetais de Melanie Klein, enquanto Lacan se baseia na tradição psiquiátrica e filosófica francesa.

Qual é a diferença entre investimentos no ego e no self?

A psicologia do ego enfoca o aumento da autonomia do ego por meio da neutralização das pulsões sexuais e agressivas, enquanto Kohut destaca a importância do self bem investido narcisicamente.

As teorias do narcisismo de Kohut e Lacan são claras no contexto do ego autônomo?

A explicação desse processo no contexto do ego autônomo não é suficientemente clara.

Quais são as convergências e divergências entre as teorias de Kohut e Lacan?

As convergências e divergências entre as teorias de Kohut e Lacan serão analisadas ao longo do artigo.

Links de Fontes

Escrito por

Olá Meu nome é Raphael Barros, sou Sócio Fundador da IBRATH! O maior Instituto de Terapias Holísticas da América Latina. A mais de 10 Anos empreendo e vivo o mercado de Terapia Holística. Minha maior missão é transformar o mercado de Terapias Holísticas, gerando mais oportunidades através da inovação, desmistificação e facilitando o acesso deste conhecimento para milhares de Pessoas! Se você deseja se tornar um Terapeuta Holístico de destaque e aprender mais sobre as terapias! Você está no lugar certo! Registro Profissional Terapeuta Holístico RQH - R-376203-SC [Registro Interno IBRATH]