284-AGRESSIVIDADE HUMANA – Instituto Brasileiro de Terapias Holísticas
AGRESSIVIDADE HUMANA

284-AGRESSIVIDADE HUMANA

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A psicanálise, notadamente a teoria freudiana, destaca que os desejos humanos, quando reprimidos, não desaparecem, mas sim são recalcados, constituindo o que é conhecido como “pulsão de vida/morte”.

AGRESSIVIDADE HUMANA
AGRESSIVIDADE HUMANA

“Bem-viver” e “bem-do-eu” (agressividade humana)

A agressividade humana

Desde os primórdios da civilização, a agressividade/repressão emergiu como uma ferramenta indispensável para manter a ordem e a coesão social. Entretanto, essa prática desdobra-se em um intricado cenário quando relacionada com os conceitos de “bem-estar”, “bem-viver” e “bem-do-eu”.

Como abordado por diversos autores, a repressão se desvela nas várias camadas da sociedade, abrangendo desde o controle familiar até políticas públicas abrangentes. Durante a pandemia, por exemplo, o cenário brasileiro viu-se em meio a uma agressividade exacerbada, suscitando questionamentos cruciais sobre o equilíbrio entre a necessidade da repressão para o bem-estar coletivo e a possibilidade de ela transgredir os direitos individuais.

A atuação da SELO BE e do Instituto Brasileiro de Terapias Holísticas (ibrath) merece destaque, uma vez que essas instituições prestam serviços à comunidade, promovendo uma filosofia de vida que valoriza o bem-estar individual e coletivo, buscando um equilíbrio entre as necessidades sociais e as liberdades individuais.

Estruturação do Desejo Humano

A agressividade humana se estabelece como uma força aparentemente contraditória, sendo percebida tanto como uma limitação restritiva quanto como um componente crucial na estruturação e direcionamento dos desejos humanos. Esta dualidade adquire destaque ao analisarmos conceitos como “bem-estar”, “bem-viver” e “bem-do-eu”.

A consciência moral ou a pauta comportamental, conforme proposto por diversos teóricos, desempenha o papel de reguladora do comportamento humano, delineando as linhas que separam a repressão e a liberdade. A interconexão entre agressividade e desejo remete à psicanálise” data-wpil-keyword-link=”linked”>psicanálise, introduzindo uma visão transformadora da natureza humana.

Enquanto a psicanálise explora a complexidade desse paradoxo, ela também se relaciona, em um ponto, com as terapias holísticas, procurando entender o equilíbrio entre a expressão do desejo e a harmonia interna.

Pulsão de Vida/Morte

A psicanálise, notadamente a teoria freudiana, destaca que os desejos humanos, quando reprimidos, não desaparecem, mas sim são recalcados, constituindo o que é conhecido como “pulsão de vida/morte”.

Esses desejos recalcados exercem influência sobre nossos comportamentos e emoções, frequentemente de forma obscura e subconsciente. Superar esses desejos reprimidos se torna um itinerário individual, moldado por circunstâncias socioculturais e experiências pessoais.

A análise psicanalítica busca lançar luz sobre os mecanismos do recalcamento e sua relação com o equilíbrio emocional, apresentando paralelos com as terapias holísticas que exploram a conexão mente-corpo para desvendar e transformar padrões de comportamento enraizados.

A inerente agressividade humana

Como argumentado por FRIEDL e VILHENA, a agressividade e a violência são intrínsecas à natureza humana. Desde tempos imemoriais, a humanidade tem enfrentado tanto as forças da natureza quanto suas próprias tendências violentas.

Domar essa agressividade tem sido e permanece uma necessidade vital para a sobrevivência e progresso da espécie humana.

A psicanálise lança luz sobre os aspectos subjacentes da agressividade, investigando como os impulsos agressivos podem ser direcionados de maneira saudável e produtiva, e isso encontra eco nas abordagens holísticas, que buscam equilibrar as energias internas e promover a harmonia com o ambiente.

A agressividade e a busca pelo bem-estar

Na busca incessante pelo “bem-estar”, a agressividade surge como um componente de destaque. Ela é entrelaçada com os conceitos de “bem-viver” e “bem-do-eu”, apresentando uma dualidade fascinante.

A agressividade humana, que historicamente se estabeleceu como uma ferramenta de controle social, adquire nuances mais profundas quando vista sob a perspectiva da psicanálise e das terapias holísticas.

A psicanálise revela como a agressividade molda nossos desejos e comportamentos, ao passo que as terapias holísticas proporcionam métodos para explorar e liberar essas forças reprimidas, promovendo um maior alinhamento interno e um estado de bem-estar mais profundo.

O diálogo entre a psicanálise e as terapias holísticas ressalta a importância de uma abordagem integrada para compreender e promover o bem-estar holístico.

Diálogo Terapêutico (agressividade humana)


Janela para o Entendimento

Ao adentrarmos no intricado universo das relações humanas, surge o diálogo terapêutico como uma ferramenta de valor inestimável.

A “filosofia de vida”, SELO BE/ibrath, centrada no bem-estar individual e coletivo, destaca a importância de criar um espaço seguro para o diálogo, permitindo aos indivíduos explorar suas repressões e desejos de maneira construtiva.

Conforme discutido por diversos autores, o diálogo terapêutico não só promove a compreensão pessoal, mas também estimula a empatia e a conexão interpessoal, contribuindo assim para uma sociedade mais saudável e harmoniosa.

Subjetividade na Era Moderna

No cenário contemporâneo, a subjetividade enfrenta ameaças constantes. O conflito entre agressividade e desejo torna-se particularmente complexo nesse contexto, levando muitos a recalcarem seus desejos por medo de julgamento ou de violar normas impostas.

Conforme ilustrado por autores como Foucault (1976), a sociedade moderna exerce uma influência poderosa na moldagem da subjetividade, reforçando valores e discursos que frequentemente restringem a expressão autêntica do desejo.

O diálogo terapêutico emerge como um antídoto, proporcionando um espaço seguro para explorar os desejos recalcados e reconciliá-los com a própria identidade.

Subjetividade sob ameaça

À medida que a civilização avança, as noções de “bem-estar social” frequentemente sucumbem a interesses hegemônicos que buscam impor uma conformidade superficial. Autores como Bauman (2000) enfatizam como esse processo pode levar a uma diluição da subjetividade autêntica, resultando em um “suicídio coletivo” da experiência vivida.

A subjetividade, muitas vezes sufocada por padrões normativos, clama por um espaço de diálogo terapêutico, onde possa emergir e ser reconhecida. Esse diálogo não apenas ajuda a desvelar os desejos recalcados, mas também fortalece a conexão humana ao revelar a similaridade das experiências internas.

Uma ilusão capitalista?

A busca pelo “bem-estar social” é muitas vezes distorcida por interesses capitalistas, onde a agressividade é frequentemente disfarçada sob uma fachada de progresso. Autores como Fromm (1955) examinam como a sociedade de consumo alimenta uma cultura de repressão dos desejos verdadeiros em prol da obtenção de bens materiais.

A psicanálise e as terapias holísticas se entrelaçam, buscando restaurar a autenticidade e promover o equilíbrio entre o desejo individual e as demandas da sociedade.

O diálogo terapêutico atua como uma plataforma onde essas discussões podem ocorrer, permitindo a desconstrução dos padrões impostos e a redescoberta do verdadeiro bem-estar.

Direito de escolha

A liberdade de escolha é um pilar fundamental da saúde mental e emocional. Autores como Frankl (1946) ressaltam como essa liberdade capacita os indivíduos a encontrar um propósito e significado na vida. No entanto, a repressão dos desejos individuais muitas vezes compromete essa liberdade.

A “pauta comportamental” e a “consciência moral” delineiam os limites e as expectativas sociais que influenciam nossas escolhas. O diálogo terapêutico surge como uma arena onde podemos explorar essas influências, compreendendo como elas moldam nossas ações e sentimentos.

Ao permitir que os indivíduos desvendem as camadas da repressão e do desejo, o diálogo terapêutico contribui para uma maior autenticidade e capacidade de escolha consciente.

Moral vs. Ética (agressividade humana)

Reconstruindo Conceitos

Em meio às complexidades da vida em sociedade, distinguir entre moral e ética é de suma importância. Enquanto a moral se refere às normas e valores impostos pelo grupo social, a ética envolve a reflexão crítica sobre essas regras.

Essa abordagem exemplifica uma ética que vai além das imposições morais, encorajando uma análise profunda e uma compreensão mais ampla do que significa viver em harmonia consigo mesmo e com os outros.

Do Inconsciente à Consciência Moral

O legado de Freud destaca o papel do inconsciente nas tomadas de decisão humanas, revelando que nossos desejos e impulsos muitas vezes permanecem ocultos à consciência moral.

A psicanálise, ao explorar essas camadas profundas da psique, enfatiza não apenas a busca pelo “bem-viver”, mas também uma compreensão empática e compassiva dos meandros da subjetividade humana.

A conexão dialogal entre psicanálise e terapias holísticas se faz presente aqui, à medida que ambas as abordagens buscam iluminar e integrar as partes inconscientes e conscientes do ser, permitindo um autodescobrimento mais profundo e uma reconciliação com os impulsos internos.

Reconstrução ética na era moderna

O cenário atual apresenta uma série de desafios que demandam uma reavaliação ética. Em um mundo marcado por preconceitos e conflitos, é fundamental repensar nossos conceitos de subjetividade e bem-estar.

Essa redefinição é uma jornada complexa que requer uma análise crítica das normas estabelecidas e uma busca por uma ética mais inclusiva e compassiva.

O diálogo entre a psicanálise e as terapias holísticas ressalta a importância do autoexame e da busca por autenticidade, proporcionando um guia para a reconstrução de uma sociedade mais justa e equilibrada.

A busca da fruição da vida

A busca pelo pleno desfrute da vida é um anseio inato da humanidade. No entanto, esse caminho muitas vezes é obscurecido pela repressão de desejos e emoções.

A psicanálise e as terapias holísticas, em sua convergência, oferecem um espaço para explorar esses desejos recalcados, desvelando as barreiras internas que impedem a realização plena.

A compreensão profunda dos impulsos humanos, como proposto por Freud e outros teóricos, é um passo crucial na busca da fruição da vida.

Prazer versus felicidade imaginada

A dicotomia entre prazer e felicidade imaginada é uma reflexão profunda sobre os anseios humanos. Enquanto o prazer está relacionado a satisfações momentâneas e superficiais, a busca por uma felicidade imaginada muitas vezes envolve a projeção de ideais inalcançáveis.

A psicanálise e as terapias holísticas, em sua integração, exploram como essa busca pode ser influenciada por desejos inconscientes e como é possível alinhar o prazer genuíno com uma felicidade mais autêntica e duradoura. Essa jornada é uma busca constante por um equilíbrio que valoriza o autoconhecimento e a plenitude emocional.

Dor e Catarse (agressividade humana)

Freud, Dor e Catarse

O entendimento profundo da condição humana, conforme proposto por Freud, não pode ser alcançado sem o reconhecimento da dor e da angústia. O divã da psicanálise emerge como um santuário terapêutico, oferecendo um espaço seguro para a catarse e a exploração das profundezas do sofrimento.

A atuação da SELO BE e do Instituto Brasileiro de Terapias Holísticas (ibrath) merece destaque nesse contexto, uma vez que essas instituições desempenham um papel fundamental na prestação de serviços à comunidade no âmbito das terapias holísticas.

A “filosofia de empresa” centrada no bem-estar individual e coletivo ressalta o valor do acolhimento das dores e do sofrimento como parte integrante do processo de cura e autodescoberta.

Religiosidade e Sofrimento

As narrativas religiosas, especialmente no cristianismo, há muito associam o sofrimento à experiência humana. Através de conceitos como o “pecado original” e a figura do Cristo crucificado, o sofrimento é entendido como um veículo para a transcendência espiritual.

Ao enfrentar conscientemente a dor, os crentes podem atingir um patamar elevado de espiritualidade e compreensão. Essa abordagem ressoa em certos aspectos das terapias holísticas, onde a exploração do sofrimento e a busca pela transcendência estão enraizadas na jornada de autodescoberta.

Agressividade, desejo e cultura

A teoria freudiana destaca a complexa dinâmica entre agressividade, desejo e cultura. Conforme os indivíduos internalizam o “princípio da realidade”, os desejos instintivos são frequentemente modificados para se alinharem com as normas culturais.

Contudo, Lacan destaca que ceder irrestritamente ao desejo não garante a felicidade. O equilíbrio entre a busca pelo desejo e a adaptação cultural é uma exploração contínua e desafiadora.

A psicanálise e as terapias holísticas convergem ao promover um entendimento mais profundo das interações complexas entre nossas inclinações internas e as influências externas.

Compreensão psicanalítica

O legado de Freud oferece uma lente por meio da qual podemos examinar a repressão e o desejo em nossa experiência humana. A compreensão psicanalítica nos leva a reconhecer que somos seres em constante evolução, moldados por nossas histórias individuais e nossos conflitos internos.

A jornada de aceitação e compreensão desses elementos intrincados é crucial para viver uma vida autêntica e plena. Essa jornada é paralela ao objetivo das terapias holísticas, que também buscam integrar os aspectos reprimidos e inconscientes da psique, permitindo assim um florescimento interno e externo.

Enquanto muitos buscam incessantemente o prazer, é vital discernir entre a busca pelo prazer e o anseio pela “felicidade imaginada”.

CONCLUSÃO (agressividade humana)

Enquanto o prazer está ligado a estímulos e satisfações momentâneas, a noção de felicidade imaginada é mais profunda, frequentemente moldada por idealizações e expectativas inalcançáveis.

Esse contraste ressoa tanto na psicanálise quanto nas terapias holísticas, lembrando-nos da importância de explorar nossos desejos reprimidos e buscar uma compreensão mais autêntica e sustentável da felicidade.

Ao abraçar essa compreensão, podemos trilhar um caminho que valoriza a jornada interna e a realização genuína.

João Barros

Floripa, 21.08.23

REFERÊNCIAS BÁSICAS

  1. Livro: “Interpretação dos Sonhos” Autor: Sigmund Freud – Resenha: Este é um dos textos fundamentais de Freud, onde ele explora a análise dos sonhos como uma janela para o inconsciente. O livro detalha sua teoria sobre os sonhos, os mecanismos subjacentes à sua formação e como eles podem revelar desejos reprimidos e conflitos internos. Freud destaca a importância dos sonhos na compreensão da psicodinâmica humana.
  2. Livro: “O Mal-Estar na Civilização” Autor: Sigmund Freud – Resenha: Neste livro, Freud examina os conflitos entre as exigências da cultura e as pulsões instintivas individuais. Ele aborda o conceito de “mal-estar” e explora a inevitável tensão entre a busca pela satisfação pessoal e a adaptação às normas sociais, lançando luz sobre como essa tensão impacta a felicidade e o bem-estar.
  3. Livro: “O Homem e Seus Símbolos” Autor: Carl G. Jung – Resenha: Carl Jung apresenta uma visão abrangente da psicologia analítica, explorando a natureza dos símbolos e o inconsciente coletivo. Este livro destaca a importância dos mitos, sonhos e arquétipos na compreensão da psique humana. Jung oferece uma perspectiva diferenciada em relação à psicanálise de Freud, focando em temas como a individuação e a espiritualidade.
  4. Livro: “A Coragem de Ser” Autor: Rollo May Resenha: Rollo May, um psicólogo existencialista, explora a busca por autenticidade e a coragem de enfrentar a angústia existencial. Ele examina como o sofrimento, em vez de ser evitado, pode ser canalizado para a autotransformação e crescimento. O livro aborda temas de liberdade, responsabilidade e a busca de um propósito significativo.
  5. Livro: “A Arte de Amar” Autor: Erich Fromm – Resenha: Fromm examina a natureza do amor em suas diversas manifestações, desde o amor fraternal até o amor romântico e erótico. Ele explora como a sociedade influencia nossas concepções de amor e identifica o amor maduro como um estado de união ativa e consciente. Fromm propõe uma perspectiva humanista sobre a busca pelo amor autêntico.

João Barros - empresário/escritor - professor com formação em filosofia/pedagogia, teologia/psicanálise (...) atualmente, diretor pedagógico na empresa SELO BE IBRATH - com foco na supervisão e qualificação dos produtos pedagógicos e cursos livres em saúde, qualidade de vida e bem-estar. Quanto às crenças e valores, vale a máxima: o caráter do profissional em saúde - isto é - dos psicanalistas/terapeutas - determina sua missão. "Mens sana in corpore sano".

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