301-QUANDO OLHO – Instituto Brasileiro de Terapias Holísticas
QUANDO OLHO

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Ao nos depararmos com um novo texto, um novo conceito e/ou paradigma, uma nova obra de arte ou literatura – mergulhamos em um universo desconhecido, criado a partir das vivências, emoções e perspectivas de alguém, fora do nosso lugar, de nossa visão de homem e de mundo.

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Quando Olho, Sou Visto” (Winnicott).

INTRODUÇÃO (quando olho)

No entanto, enquanto navegamos por essas águas, muitas vezes nos vemos refletidos nas linhas, nas cores e nas notas. É bem possível, igualmente, que nos encontremos nas linhas e entrelinhas, à semelhança de um espelho, o texto com seu pretexto, se nos revela e nos mostra quem somos.

Em nossa travessia pela vastidão da experiência humana, encontramo-nos constantemente confrontados por universos que não são nossos. Cada pintura, cada melodia, cada palavra impressa carrega o peso de uma alma que não é a nossa, de um mundo que nunca habitamos, de sonhos que nunca sonhamos. É o desafio do desconhecido, do estrangeiro, que nos convida a olhar além das fronteiras de nossa própria existência.

Quando nos deparamos com uma obra de arte, seja ela visual, literária ou musical, somos transportados para o reino da imaginação de outro ser humano. Nessa terra misteriosa, encontramos paisagens desconhecidas, emoções estranhas e pensamentos nunca antes concebidos. Winnicott, em sua máxima “Quando Olho, Sou Visto”, revela a dualidade dessa experiência. Pois, ao observarmos, tornamo-nos simultaneamente observados. É uma dança entre o sujeito e o objeto, entre o conhecedor e o conhecido.

Mas o que é mais fascinante é a descoberta de que, mesmo nestas terras estrangeiras da mente de outro, encontramos reflexos de nós mesmos. As linhas de um poema, as pinceladas de um quadro, ou as notas de uma canção podem ressoar com os ecos de nossos próprios corações. E por quê?

Talvez porque, no cerne da experiência humana, há verdades universais. Há emoções que todos sentem, sonhos que todos compartilham e temores que todos enfrentam. E assim, quando mergulhamos na criação de outra pessoa, encontramos, muitas vezes, os mesmos sentimentos que habitam em nosso próprio ser.

O texto, com seu pretexto, é mais do que apenas uma coleção de palavras ou ideias. É uma janela para a alma, tanto do autor quanto do leitor. Entre as linhas, nos vemos refletidos, não apenas como indivíduos, mas como parte de um tecido maior da humanidade. E, à medida que nos reconhecemos no outro, começamos a entender mais profundamente o nosso próprio ser.

Nessa interação, há também um convite à humildade. Pois, ao reconhecermos a nós mesmos em terras estrangeiras, percebemos que, talvez, não sejamos tão diferentes assim. Que as barreiras que erigimos, as distinções que fazemos, são, muitas vezes, ilusórias.

Assim, cada obra de arte, cada texto, torna-se uma ponte. Uma ponte que nos conecta a outras almas, a outros mundos, e, mais profundamente, a nós mesmos. É um lembrete constante de que, mesmo em nossa singularidade, somos todos parte de um todo interconectado, eternamente refletindo e sendo refletido no grande espelho da existência humana.

Como disse Marcel Proust (quando olho)

(…) “A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos.” A arte, de certa forma, nos oferece esses “novos olhos”, permitindo que enxerguemos aspectos nossos em contextos que jamais imaginávamos para além de nós próprios.

A experiência que tenho de consumir novas informações, elaborar novos conceitos a partir de obras artísticas não é apenas um ato passivo de recepção.

É um diálogo ativo. Ao interpretarmos uma cena de filme ou uma estrofe de um poema, estamos também interpretando a nós mesmos.

Em um mundo vasto e infinitamente complexo, estamos continuamente procurando significados, tentando entender nosso lugar na tapeçaria da existência. Como Proust tão eloquentemente expressou, a descoberta verdadeira não se baseia na exploração do novo, mas na reinterpretação do familiar através de uma perspectiva renovada. O mundo não muda; somos nós que mudamos nossa forma de vê-lo. E é aqui que a arte assume seu papel transcendental, sendo o veículo que nos proporciona “novos olhos”.

A arte não é um mero passatempo ou uma simples distração; ela é uma ferramenta poderosa de introspecção e autoconhecimento. Ao nos apresentar uma obra, seja uma pintura renascentista, um filme contemporâneo, ou um verso de poesia antiga, somos transportados para uma dimensão onde o tempo, o espaço e a identidade fluem e se entrelaçam. Não estamos apenas consumindo a arte; estamos nos fundindo a ela, tornando-nos parte de sua narrativa.

Esse diálogo que estabelecemos com a arte é, em sua essência, uma conversa que temos com nós mesmos. Em cada pincelada que observamos, em cada nota que ouvimos, em cada palavra que lemos, confrontamos nossos próprios sentimentos, memórias, esperanças e temores. A arte é como um espelho que não reflete nossa imagem física, mas nosso eu mais profundo, nossas emoções e pensamentos mais íntimos.

E é essa introspecção que torna a experiência artística tão transformadora. Porque, ao interpretar uma obra, não estamos apenas decodificando a intenção do artista, mas também explorando os cantos mais obscuros e as alturas mais luminosas de nossa própria psique. A arte desafia, provoca e nos instiga a pensar. Ela nos tira da zona de conforto, desafia nossas crenças e nos faz questionar nossa percepção da realidade.

Talvez, a verdadeira magia da arte resida na sua capacidade de ser simultaneamente um espelho e uma janela. Ela nos mostra quem somos e, ao mesmo tempo, nos oferece vislumbres de mundos que nunca conhecemos, de sentimentos que nunca sentimos e de pensamentos que nunca pensamos. E, nesse processo, ao abraçar a arte, abraçamos a nós mesmos, aprendendo, crescendo e evoluindo.

Então, da próxima vez que nos encontrarmos diante de uma obra de arte, lembremo-nos de que ela é mais do que apenas tinta, tela ou palavra. É um convite à introspecção, um chamado para olhar o mundo e a nós mesmos com “novos olhos”, e mergulhar nas profundezas inexploradas de nosso próprio ser.

Anaïs Nin pontuou (quando olho)

(…) bem quando disse: “Nós não vemos as coisas como elas são, vemos as coisas como nós somos.” Nesse sentido, cada novo texto, cada melodia, revela um pouco de quem somos e de como percebemos o mundo ao nosso redor, você já se deu conta desse ‘fenômeno”?!

Ao nos aventurarmos em novos territórios literários, artísticos, psicanalíticos – muitas vezes estamos, consciente ou inconscientemente, em busca de respostas ou de compreensão.

E mesmo quando pensamos estar apenas buscando entretenimento ou evasão, encontramos fragmentos de nós mesmos que nem sabíamos estar procurando.

Lembremo-nos daquela máxima – quando não sabemos a direção, corremos o risco de nos encontrarmos, em algum lugar… essa é uma boa provocação ao convite à leitura dos textos no blog da ibrath .


A observação profunda de Anaïs Nin nos oferece uma perspectiva desafiadora sobre a natureza da percepção. “Vemos as coisas como nós somos”, e não necessariamente como elas existem em sua essência. Esta percepção sugere que toda a experiência é, em grande parte, um reflexo de nosso íntimo. Toda vez que entramos em contato com o externo, estamos, na realidade, projetando o interno. Somos a lente através da qual o universo é observado e interpretado.

No vasto reino da literatura, da música e da psicanálise” data-wpil-keyword-link=”linked”>psicanálise, navegamos entre palavras e sentimentos, entre acordes e reflexões, e em cada esquina, em cada página virada ou nota tocada, encontramos ecos de nosso ser. Cada texto, cada melodia, não é apenas uma apresentação de ideias ou emoções, mas um espelho que revela nossos próprios anseios, temores, paixões e questionamentos.

Por que somos tão atraídos por certos gêneros literários, certas melodias ou certos campos da psicanálise? Talvez seja porque eles ressoam com partes de nós que estão ocultas, esperando para serem descobertas e compreendidas. Em nossa jornada, frequentemente em busca de conhecimento ou distração, acabamos por descobrir fragmentos de nós mesmos em lugares inesperados.

E esta é a maravilha e o mistério da jornada humana. Muitas vezes, quando pensamos estar em busca de algo externo, estamos, na verdade, nos aventurando em um labirinto interno. Mesmo nos momentos de evasão ou busca de entretenimento, o universo tem uma maneira peculiar de nos mostrar que estamos sempre no caminho do autoconhecimento.

A máxima “quando não sabemos a direção, corremos o risco de nos encontrarmos, em algum lugar” é uma bela e poética forma de lembrar que, mesmo na incerteza, há uma oportunidade de descoberta. Muitas vezes, é no desconhecido que as mais profundas revelações sobre nós mesmos emergem.

O convite à leitura no blog da ibrath, ou qualquer outro canal de conhecimento, é mais do que uma simples solicitação para consumir informações. É um chamado para embarcar em uma odisséia de autoexploração, para abraçar a vulnerabilidade e se abrir para a magia de se descobrir.

A cada texto, a cada ideia compartilhada, há uma chance de ver o mundo e a nós mesmos sob uma nova luz, de enriquecer nossa compreensão e de nos conectarmos mais profundamente com nossa essência. Porque, no final, a verdadeira jornada é sempre para dentro.

Rainer Maria Rilke capturou (quando olho)

(…) essa ideia quando escreveu: “A única jornada é aquela dentro de nós.” Portanto – vale a pena o mergulho, em águas profundas… os textos, na modalidade de artigos – são contagiantes. ESCAFRANDE sua vida!

Ao mesmo tempo que um artigo pode parecer extremamente pessoal e único para o seu criador, ela carrega em si uma universalidade que permite que pessoas de diferentes contextos e realidades se vejam refletidas.

Isso porque as emoções humanas, os dilemas e os desejos são compartilhados em diferentes culturas e épocas. Esse fenômeno é o que permite que um “texto transcendente” tenha um apelo tão amplo e duradouro.

Rainer Maria Rilke, em sua sabedoria atemporal, reconheceu que as vastas paisagens que realmente importam não são aquelas que se estendem diante de nossos olhos, mas aquelas que residem nas profundezas de nossa alma. “A única jornada é aquela dentro de nós”, ele disse, e essa jornada é tanto um desafio quanto uma dádiva. É a exploração destes territórios internos que nos conecta com a essência de nossa humanidade.

E como é fascinante, essa dialética entre o individual e o universal! Embora cada um de nós trilhe um caminho único, esculpido por experiências pessoais, memórias e sonhos, os artigos, como manifestações literárias, conseguem, de forma quase mágica, construir pontes entre mundos aparentemente distintos.

Eles são como faróis, iluminando os cantos escuros de nossa psique, convidando-nos a “ESCAFRANDAR” nossas vidas, a mergulhar profundamente e a descobrir verdades universais escondidas em nossas experiências singulares.

Este poder dos textos de transcender barreiras temporais e geográficas, de ressoar em corações e mentes através de gerações e culturas, é um testemunho da interconexão da experiência humana. Porque, no final, sob a superfície de nossas diferenças, há emoções comuns, questionamentos semelhantes e um anseio compartilhado por compreensão e conexão.

Cada artigo, com suas palavras cuidadosamente escolhidas e emoções intrincadamente tecidas, é uma tapeçaria de humanidade. Eles nos lembram que, embora a jornada possa ser solitária, nunca estamos realmente sozinhos em nossas buscas e questionamentos. A alegria, a tristeza, a esperança, o desespero – todas estas são emoções que cada ser humano, em algum momento, sente e entende.

Assim, ao nos perdermos em um texto, ao nos permitirmos ser levados por suas palavras e histórias, estamos, na verdade, nos encontrando. Estamos sendo lembrados de que nossos sentimentos, por mais particulares que pareçam, fazem parte de um todo maior. E é essa capacidade de se ver refletido, de reconhecer-se em outra pessoa, de sentir-se conectado a uma experiência ou emoção compartilhada, que torna a leitura tão poderosa e transformadora.

Por isso, permita-se mergulhar, permita-se explorar, permita-se ser tocado pelos textos. Porque, como Rilke tão sabiamente observou, a verdadeira viagem, aquela que realmente importa, não é aquela que fazemos pelo mundo exterior, mas aquela que fazemos pelo universo infinito dentro de nós.

Como T.S. Eliot observou (quando olho)

(…) “O que acontece é uma constante reavaliação do passado, e uma fusão do passado e do presente para formar algo novo.” Sim, é verdade!

A capacidade do artigo de nos revelar a nós mesmos reforça sua importância transcendental na experiência humana.

Não é apenas um veículo de expressão ou entretenimento, mas uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento, para quem escreve e para quem se dirige.

Vamos abrir nossos corações e mentes para o novo, permitindo que o texto, a reflexão, o artigo façam seu trabalho mágico de iluminar as partes escondidas de nosso ser, ajudando-nos a compreender melhor a complexidade do que significa ser humano.

A observação profunda de T.S. Eliot nos remete à fluidez do tempo e à forma como nossa compreensão do passado é moldada e remodelada por nossa experiência presente. O passado, em sua eterna dança com o presente, não é uma entidade estática, mas um tecido vivo que respira, se transforma e, por sua vez, molda o presente. É como um rio, sempre em movimento, sempre em transformação.

Neste cenário de constante reavaliação, o artigo, com sua mágica capacidade de expressão, torna-se uma bússola. Ele não apenas relata e narra, mas também revela, tanto ao escritor quanto ao leitor. A escrita é um ato de coragem, um desvendar de camadas, uma exposição da alma. E, ao fazer isso, torna-se um espelho para o leitor, refletindo e iluminando cantos escondidos do ser.

A magia da literatura e do pensamento reside em sua capacidade de conectar, de criar pontes entre mundos aparentemente distintos. Quando nos deparamos com um texto, uma reflexão ou um artigo, não estamos apenas lendo palavras em uma página, mas sim embarcando em uma jornada de descoberta e introspecção. Estas palavras têm o poder de nos transportar, de nos fazer refletir sobre nossas próprias experiências, emoções e memórias.

E assim, quando olhamos para um texto, ele também nos olha de volta. “Quando olho, sou visto”, esta bela noção encapsula a interação simbiótica entre o observador e o observado. Não somos meros espectadores passivos, mas sim participantes ativos, moldando e sendo moldados pela experiência de leitura.

Os espelhos da literatura refletem nossa alma, nossos anseios, nossas esperanças e temores. E, ao fazer isso, eles nos oferecem um vislumbre da vastidão e profundidade de nossa própria humanidade. Em sua reflexão, nos vemos como realmente somos: seres em constante evolução, influenciados pelo passado, moldando o presente e sonhando com o futuro.

Nossa subjetividade, essa essência intangível que nos define, se revela nas palavras, nas entrelinhas, nos sentimentos evocados por um artigo. Ela é uma lembrança de que, por trás das máscaras que usamos e das vidas que vivemos, há um universo inteiro de emoções, pensamentos e sonhos esperando para ser descoberto e compreendido.

Então, ao nos engajarmos ao diálogo com literatura, com a psicanálise e com as diversas terapias – e ao permitirmos que o pensamento se infiltre em nosso ser, estamos não apenas consumindo, mas também contribuindo para a tapeçaria sempre em evolução da experiência humana. E é essa interação, essa troca, essa dança entre o eu e o outro, que faz da leitura e da escrita uma das mais belas e enriquecedoras jornadas que podemos empreender.

Em conclusão (quando olho)

(…) o pensamento, usado como pretexto – Quando olho, sou visto”- encapsula a beleza e o mistério da relação entre o observador e o que lhe é dado aos olhares.

Em nossa busca constante por compreensão e conexão, encontramos, espelhos que refletem nossa alma e nosso ser – nos retrovisores, nossa subjetividade se nos revela – quem somos.

João Barros

Floripa, 18.08.23

REFERÊNCIAS BÁSICAS

  1. “Raízes do Brasil” – Sérgio Buarque de Holanda
    • Resenha: Nesta obra clássica, Holanda analisa a formação do caráter brasileiro sob a ótica do homem cordial. Através de uma abordagem histórico-sociológica, o autor investiga a forma peculiar de sociabilidade brasileira e os desafios que isso impõe à construção da democracia no país.
  2. “O Homem Inacabado” – Gilberto Freyre
    • Resenha: Freyre propõe uma visão antropológica e sociológica do brasileiro, explorando a mistura racial e cultural que define a nação. Através do prisma do “homem inacabado”, o autor discute a constante evolução e adaptação do brasileiro diante de sua realidade multifacetada.
  3. “O Teatro da Sombra” – Nise da Silveira
    • Resenha: A psiquiatra e estudiosa Nise da Silveira se debruça sobre o poder da expressão artística na psicologia. Este livro é uma profunda investigação sobre a relação entre arte e inconsciente, mostrando como a primeira pode ser uma ferramenta para acessar e compreender o segundo.
  4. “Ensaios sobre Fotografia” – Susan Sontag (Traduzido para o português)
    • Resenha: Em uma série de ensaios profundos, Sontag examina a fotografia não apenas como uma forma de arte, mas também como um meio que altera profundamente nossa relação com a realidade. Ela discute as implicações éticas, estéticas e sociológicas da fotografia em nosso mundo moderno.
  5. “Devagar” – Eduardo Giannetti
    • Resenha: Giannetti reflete sobre a velocidade vertiginosa da vida moderna e a consequente perda de conexão com o nosso interior. O autor propõe uma abordagem mais lenta e reflexiva da vida, argumentando que isso pode ser uma chave para um maior autoconhecimento e satisfação.

O que caracteriza a “sociabilidade brasileira” mencionada por Sérgio Buarque de Holanda em “Raízes do Brasil”?

Resposta Instrucional: Sérgio Buarque de Holanda, em “Raízes do Brasil”, caracteriza a sociabilidade brasileira através do conceito do “homem cordial”. Este termo não se refere a uma bondade inerente ao brasileiro, mas sim à tendência de agir com base em emoções e relações pessoais, em vez de regras impessoais ou leis. A cordialidade, neste contexto, reflete a preferência pelas relações diretas e pessoais, o que, segundo Holanda, é uma herança cultural que influencia as estruturas sociais, políticas e administrativas do país.

Como a expressão artística pode ser uma ferramenta para acessar e compreender o inconsciente, segundo Nise da Silveira?

Resposta Instrucional: Nise da Silveira, em “O Teatro da Sombra”, explora a relação intrínseca entre arte e psicologia. Para ela, a expressão artística permite que os indivíduos manifestem sentimentos, emoções e traumas muitas vezes reprimidos no inconsciente. Através da arte, especialmente em terapias artísticas, é possível acessar e confrontar essas camadas profundas da psique, proporcionando uma forma de catarse, compreensão e cura.

Quais são as implicações éticas, estéticas e sociológicas da fotografia, conforme discutido por Susan Sontag?

Resposta Instrucional: Em “Ensaios sobre Fotografia”, Susan Sontag analisa a fotografia sob várias perspectivas. Éticamente, ela questiona a objetificação e a voyeurística natureza de capturar momentos, especialmente em situações de sofrimento. Esteticamente, Sontag discute como a fotografia mudou nossa percepção da arte e da realidade, tornando-se uma forma dominante de expressão visual. Sociologicamente, ela aborda a fotografia como um meio que influencia e é influenciado pela cultura, tecnologia e política, e como ela molda e é moldada por sua relação com a sociedade.

Por que Eduardo Giannetti defende uma abordagem mais lenta e reflexiva da vida em “Devagar”?

Resposta Instrucional: Em “Devagar”, Eduardo Giannetti discute os perigos da velocidade vertiginosa da vida moderna, onde a constante busca por eficiência e produtividade pode levar à desconexão com nosso interior. Giannetti argumenta que uma abordagem mais lenta e reflexiva da vida nos permite reconectar com nossos sentimentos, pensamentos e desejos, levando a um maior autoconhecimento e satisfação.

Qual é a relação entre o passado, o presente e a criação de algo novo, conforme observado por T.S. Eliot?

Resposta Instrucional: T.S. Eliot enfatiza a ideia de que nossa compreensão e interpretação do passado estão em constante fluxo, influenciadas por nossa experiência presente. Esta reavaliação constante do passado, juntamente com o presente, leva à criação de algo novo, seja em termos de percepção, entendimento ou criação artística. O passado não é estático; ele se molda e é moldado por nosso presente, e ambos interagem para informar e criar nosso futuro.

João Barros - empresário/escritor - professor com formação em filosofia/pedagogia, teologia/psicanálise (...) atualmente, diretor pedagógico na empresa SELO BE IBRATH - com foco na supervisão e qualificação dos produtos pedagógicos e cursos livres em saúde, qualidade de vida e bem-estar. Quanto às crenças e valores, vale a máxima: o caráter do profissional em saúde - isto é - dos psicanalistas/terapeutas - determina sua missão. "Mens sana in corpore sano".

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