261- MANEJO DE TRANSFERÊNCIA – Instituto Brasileiro de Terapias Holísticas
AGRESSIVIDADE HUMANA

261- MANEJO DE TRANSFERÊNCIA

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Manejo de Transferência – Parece agradar, a  vaidade das vaidades,  não se desconfiar  – “desinformante”-  quando se divulga    de modo ingênuo,  opinativo e preconceituoso, impressões ao prato freudiano,    à semelhança das “pseudoautoridades”, que soem se apresentar  em discussões calorosas e escandalosas,   em assuntos de   religião e   política. 

MANEJO DE TRANSFERÊNCIA
MANEJO DE TRANSFERÊNCIA

INTRODUÇÃO (manejo de transferência)

 A regra básica, recomendada, de boa convivência é igualmente evitar a discussão polarizada quando o assunto é  psicanálise.  Certo!?

Falar com propriedade e bom senso, é privilégio reservado aos profissionais e estudantes apaixonados pelo assunto,  enquanto  conhecimento científico, cultural e profissional.

 Falar a partir da experiência  pessoal em terapia,   é  direito reservado à lógica da conveniência,  àqueles, igualmente, “privilegiados   à análise”,   por meio da   mediação técnica e terapêutica, focada na   recuperação  do sofrimento psicológico e alívio da dor física, temporal. 

Por outro lado, o mundo da psicanálise” data-wpil-keyword-link=”linked”>psicanálise

(…) tem em suas entranhas,   segredos/mistérios…  vale a pena revisitar  a título de iniciação, primeiros passos.  Aproximar, informar e direcionar-se   ao conhecimento com paixão, fará diferença e desconstruirá  preconceitos. 

Até onde se sabe, a psicanálise ainda continua  território estranho e  distante da população, em  sua maioria,  que não conta com seu benefício, em termos de cura e   de acessibilidade democrática.  

Hoje em dia, trata-se de convite sedutor,  conhecer, de modo honesto, talvez até apaixonante,  a existência da psique humana e suas implicações na compreensão da subjetividade do  “fazer-se humano”.

Experimentar  a vida neste século XXI,  é reconhecer-se sujeito de relacionamentos saudáveis e colaborativos, onde se aprende, a  cada dia inovar, isto é,  fazer diferença à cidadania, aqui e agora, no compromisso e propósito por uma consciência  planetária. 

Sem falar da sinergia potencial  da inteligência emocional, sempre  a agregar  maturação e  capacidade de adaptabilidade às mudanças. Ainda mais,   dos desafios à  comunicabilidade, a ressignificar “percepções/impressões”  ao “narcisismo egóico”.

A psicanálise não é uma ciência (manejo de transferência)

É uma parte da psicologia, que estuda  a psicologia das “profundezas”. Quatro elementos, segundo Freud, caracterizam  a psicanálise: o inconsciente, a interpretação, a resistência e a transferência

A psicanálise tem  como  um dos objetivos – criar vínculos entre o psicanalista e o analisando, com a intenção de  compreender/curar  os sintomas na interpretação da  angústia, sofrimento e dor.

Freud/Lacan procuram entender o fenômeno humano  à luz de uma metapsicologia e passam a pensar a realidade do inconsciente, criando discípulos  e inimigos, à época e até aos dias de hoje.   Como eles afirmam, descobriu-se um método/teoria psicanalítica   para abordar o inconsciente. 

Nesta narrativa, o interesse se volta para a dimensão da  transferência e contratransferência, com a intenção de expressar  a compreensão do olhar e   do fazer psicanalítico, transferência fortemente sinalizada por Freud, como procedimento básico e indispensável à boa escuta e associação livre de palavras.

 O fenômeno da transferência e contratransferência, espaço psicanalítico, aparece temático no cinema, na literatura, em cantos e poesias… Vale a pena abordar, a título de sensibilização,  um filme interessante que permitirá a  reflexão e debate, caloroso, visto que, se explora uma das “recomendações básicas”  de Freud no quesito relação do analista com seu analisando. 

 Jornada da alma,

(…) retrata uma perspectiva histórica  do jovem  Jung.  No tratamento e vivência psicanalítica da busca pela  cura de Sabina, Jung se vê envolvido amorosamente    e compromete o processo da cura de sua paciente.

 Nos desdobramentos, pode-se observar tanto a paixão quanto o ódio presente na relação do analista com a analisanda. No que se segue, a intenção é mostrar o envolvimento afetivo-amoroso, que pode acontecer,  presente no processo psicanalítico. 

A orientação é a de não envolvimento, trata-se de uma relação profissional e Freud, atento à fraqueza  do analista, estabeleceu “orientações” no exercício desta  profissão. 

 Segundo Freud «Nenhum analista pode ir além do que os seus próprios complexos e resistências permitem» (OLIVEIRA).

A  transferência

 (…) aparece pela primeira vez a Freud em seus estudos sobre histeria. De início, ele não deu muita importância ao fenômeno pelo fato de não conseguir delimitar com segurança  sua manifestação, consequência e presença positiva no processo de cura. 

Entretanto, no campo da psicanálise, conseguiu estudar a regularidade, o benefício, chegando a elaborar a teoria da transferência que iria se tornar uma referência imprescindível ao processo terapêutico.

É  considerada um tipo de  resistência e  grande obstáculo à psicanálise, no entanto, será uma construção que permitirá ao analista identificar, diagnosticar  e compartilhar com o analisando sua enfermidade, para juntos buscarem a solução curativa.

O analisando vivencia o passado na sua relação com o analista, que  do presente,  observa o passado, para compreender, colher informações e recuperar os vínculos interrompidos, de modo cooperativo  e solidário.

Pode-se afirmar, respaldado em Freud, que a situação transferencial por ser uma barreira de resistência, pode ser estudada e  contará a favor da associação livre,  ajudando sobretudo, na progressividade  do processo  psicanalítico, sem perda de  tempo, de modo especial,  em situações complexas,  quando não se tem clareza dos elementos e da direção à cura.

É na transferência que o analista encontra o melhor lugar para revivenciar com o analisando seus desencontros  emocionais armazenados ao longo da existência.

A  contratransferência foi descrita  por Freud em 1910. Está relacionada à experiência do analista que se vê envolvido pelo analisando em seus pensamentos, sentimentos e comportamentos vinculantes de reciprocidade.  

CONCLUSÃO (manejo de transferência)

O que se observa, em textos analisados de conteúdo psicanalítico – o tratamento psicoterápico se volta à revitalização do  vigor  emocional que acontece na relação do analisando consigo  mesmo e com os outros, em seu entorno. O bom analista, procura potencializar o  protagonismo, provoca o analisando a emancipar-se,   em termos de liberdade/consciência, interna e externamente. 

Consequências dessa intervenção – melhora a autoestima e confiança do analisando, permitindo  a sensação de superação do sofrimento. Recupera-se o ego que se vê mais seguro e competente, vencendo o isolamento causado pelos problemas psicológicos, vivenciados em sua história  de vida.

No exercício da prática psicanalítica,  em seu sagrado ritual –  de relações honestas e éticas,   de reciprocidade entre analista e analisando –    a subjetividade se vê novamente  reabilitada e novamente habitada, sujeito protagonista da situação.

Essa  “qualidade do encontro afetivo”,   permite, não só  a ressignificação das impressões e das percepções, do passado sofrível, bem como  da ressignificação do  sentido da experiência psicanalítica,  que acontece  por meio da cura terapêutica,  aplicada aos  conflitos aflitivos, levados ao divã. 

 “A cura é uma demanda que faz parte da voz do sofredor, de alguém que sofre pelo seu próprio corpo ou por seu pensamento “, segundo Lacan. 

João Barros

FLORIPA, 16.08.23

Bibliografia básica

  1. “A Interpretação dos Sonhos” de Sigmund Freud
    • Resenha: Esta obra seminal de Freud introduz a teoria dos sonhos como realizações de desejos, apresentando os mecanismos do trabalho do sonho. É uma leitura essencial para compreender os alicerces da psicanálise e a importância dos processos inconscientes na vida cotidiana.
  2. “A Clínica Psicanalítica no Contemporâneo: Desafios e Possibilidades” de Durval Marcondes
    • Resenha: Marcondes reflete sobre os desafios da prática psicanalítica no cenário contemporâneo, discutindo questões como a acessibilidade ao tratamento, a formação de analistas e a relevância da psicanálise na atualidade.
  3. “Psicanálise e Medicina: Uma Parceria da Clínica do Corpo ao Corpo da Clínica” de Jurandir Freire Costa
    • Resenha: A obra aborda a intersecção entre medicina e psicanálise, trazendo reflexões sobre a importância da abordagem psicanalítica no tratamento de sofrimentos físicos e psicológicos, assim como sua relevância na formação médica.
  4. “A Paixão do Negativo: Lacan e a Dialética” de Vladimir Safatle
    • Resenha: Safatle, em seu estudo profundo sobre Lacan, explora a relação entre psicanálise, dialética e subjetividade. O autor discute a capacidade da psicanálise em articular a dinâmica da negação na formação da subjetividade humana, fazendo conexões com a filosofia contemporânea.
  5. “O Livro Negro da Psicanálise: Viver, Pensar e Estar Bem Sem Freud” de Catherine Meyer (Org.)
    • Resenha: Esta coletânea de ensaios oferece uma visão crítica da psicanálise, questionando seu status como ciência e sua eficácia terapêutica. O livro convida o leitor a ponderar sobre os limites e possibilidades da psicanálise, sendo relevante para quem busca compreender o papel da psicanálise na sociedade contemporânea.


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João Barros - empresário/escritor - professor com formação em filosofia/pedagogia, teologia/psicanálise (...) atualmente, diretor pedagógico na empresa SELO BE IBRATH - com foco na supervisão e qualificação dos produtos pedagógicos e cursos livres em saúde, qualidade de vida e bem-estar. Quanto às crenças e valores, vale a máxima: o caráter do profissional em saúde - isto é - dos psicanalistas/terapeutas - determina sua missão. "Mens sana in corpore sano".

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