275-COMPLEXIDADE HUMANA – Instituto Brasileiro de Terapias Holísticas
PEDAGOGIA E HOLÍSTICA

275-COMPLEXIDADE HUMANA

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Complexidade humana – O que vivenciamos hoje é uma interação de nossas experiências atuais com as memórias coletivas do passado. Portanto, a psicanálise nos convida a refletir profundamente sobre essa herança, permitindo-nos redescobrir quem realmente somos no âmbito de uma sociedade em mutação.

Entendendo “os-nós” de nossa jornada (complexidade humana)

Descobrindo a nossa essência

A pandemia global nos trouxe muitos desafios e também oportunidades de introspecção. Freud, o pai da psicanálise” data-wpil-keyword-link=”linked”>psicanálise, já afirmava que o ser humano é moldado tanto por eventos presentes quanto por traumas ancestrais. Nesse sentido, “somos o resultado de todas as gerações que nos precederam” (Freud, 1923). Em tempos pós-pandêmicos, essa realidade torna-se ainda mais clara.

O que vivenciamos hoje é uma interação de nossas experiências atuais com as memórias coletivas do passado. Portanto, a psicanálise nos convida a refletir profundamente sobre essa herança, permitindo-nos redescobrir quem realmente somos no âmbito de uma sociedade em mutação.

Bem e Mal: A Complexidade Humana

Jung, um dos maiores psicanalistas do século XX, ressaltou que nossa psique é habitada por sombras e luzes, e ambos são partes intrínsecas de nossa natureza. Conforme proposto por ele, “não existe luz sem sombra e nem totalidade psíquica sem imperfeição” (Jung, 1959).

Na era pós-pandemia, essa ideia torna-se ainda mais relevante. Devemos compreender que, apesar de haver momentos em que a maldade parece prevalecer, a complexidade humana vai muito além de uma divisão binária entre bem e mal. A psicanálise nos desafia a não nos precipitarmos em julgamentos, mas a explorar as profundezas de nossa psique para encontrar equilíbrio e compreensão.

Riqueza e Pobreza: O que realmente importa

O materialismo, acentuado pela era digital e pelo capitalismo contemporâneo, tem ofuscado nossa capacidade de perceber a verdadeira essência da riqueza. Fromm, em sua obra “Ter ou Ser” (1976), argumenta que a satisfação genuína não vem da posse, mas do ser.

Neste período pós-pandêmico, essa distinção tornou-se ainda mais crucial. A psicanálise nos ensina a reconhecer a riqueza interior, destacando que o valor humano não pode ser mensurado pelos bens materiais, mas pela capacidade de autocompreensão, empatia e genuína conexão com os outros.

Crença e Descrença: A Busca por Significado

Viktor Frankl, em “Em Busca de Sentido” (1946), enfatizou a necessidade intrínseca do ser humano em encontrar significado, mesmo nas circunstâncias mais adversas. Seja através da religião, espiritualidade ou filosofia, a busca por propósito é uma constante.

A era pós-pandêmica, com suas inúmeras incertezas, ressalta a importância desse anseio. A psicanálise pode ajudar a iluminar este caminho, permitindo-nos explorar nosso subconsciente para encontrar significado, seja na crença ou na descrença.

Política: O poder de nos unir (ou dividir)

Marcuse, em sua análise da sociedade moderna, argumentou que a verdadeira política deve visar a liberação do indivíduo e a realização de seu potencial (Marcuse, 1964). Em tempos polarizados, esta ideia é crucial.

Precisamos perceber que, apesar das divergências, o objetivo comum deve ser a harmonia e o bem-estar coletivo. A psicanálise pode atuar como um meio de alcançar esse entendimento, promovendo a autocompreensão e, consequentemente, um diálogo mais saudável e construtivo na esfera política.

Na esteira dos desafios pós-pandêmicos, a psicanálise oferece uma janela para a introspecção e compreensão. Como instrumento de autodescoberta e reflexão, nos capacita a navegar com maior sabedoria e empatia em um mundo em constante evolução.

Ao reconhecermos nossas complexidades, valores e buscas intrínsecas por significado, podemos abraçar a esperança de um futuro mais unido e compreensivo.

Mergulhando na Psicanálise (complexidade humana)

A psicanálise e a introspecção do eu

Desde Freud, a psicanálise tem servido como uma lente reveladora para os cantos mais escuros e profundos da mente humana. Freud afirmava que “a mente é como um iceberg, flutua com um sétimo de seu volume acima da água” (Freud, 1915).

Esta metáfora ilustra perfeitamente o quanto de nossa psique permanece oculto para nós mesmos. A psicanálise freudiana nos permite navegar nessas águas obscuras, descobrindo desejos e impulsos ocultos. Com Lacan, essa exploração torna-se ainda mais intrigante.

O diálogo interno entre o eu e o Outro, conforme proposto por Lacan, demonstra a intricada relação entre nossa identidade e o mundo exterior.

Identidade e Pertencimento

Nos tempos modernos, muitos enfrentam uma crise existencial. Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida” (2000), aborda como a sociedade contemporânea está constantemente em fluxo, levando a sentimentos de deslocamento.

Dentro desse contexto, a psicanálise pode servir como uma bússola, permitindo que os indivíduos se reconectem com suas raízes psíquicas mais profundas. Ao desvelar traumas e conflitos internos, ela nos ajuda a compreender nossa essência e encontrar um senso renovado de pertencimento.

A Ética do Desejo

Lacan observou que “o desejo do homem é o desejo do Outro” (Lacan, 1960). Isso sugere que o que realmente desejamos é moldado pelo que percebemos que os outros desejam de nós.

Nessa perspectiva, a ética do desejo se torna uma reflexão sobre como podemos harmonizar nossos desejos pessoais com os desejos percebidos da sociedade.

Ao compreender essa dinâmica, somos mais capazes de resgatar nossa verdadeira identidade e navegar em direção a um futuro que ressoa mais profundamente conosco.

Psicanálise e Interdisciplinaridade

A abrangência da psicanálise não se restringe apenas ao estudo da mente. Suas implicações se estendem por uma variedade de campos.

Como Zizek observa, “a psicanálise é a única disciplina da qual se pode esperar que ela nos permita penetrar na realidade” (Zizek, 2006). Seja na bioética, na política ou na economia, a psicanálise fornece uma perspectiva única que pode aprofundar e enriquecer nossa compreensão desses campos.

Além dos Críticos: Pensando Fora da Caixa

Muitos críticos rejeitam a psicanálise como um sistema antiquado de pensamento. No entanto, sua capacidade de desafiar as normas estabelecidas e de provocar introspecção é inigualável.

Foucault, por exemplo, reconheceu o potencial da psicanálise ao afirmar que ela desempenha um papel crucial na “história das mentalidades” (Foucault, 1961). Ao abordar questões de identidade, desejo e ética, a psicanálise nos permite reconsiderar e reconceituar nosso lugar no mundo.

A psicanálise, como diálogo com o eu e o mundo, promete um caminho de introspecção e compreensão. Ela nos convida a embarcar em uma jornada que não apenas desvenda o mistério da mente humana, mas também proporciona insights sobre a sociedade e nosso lugar nela.

No cruzamento entre individualidade e coletividade, encontramos a esperança de um entendimento mais profundo e uma convivência mais harmoniosa.

A Missão Holística da ibrath (complexidade humana)

A Busca por Sentido em Tempos Desafiadores

Em um mundo onde os desafios estão em constante evolução, a busca por propósito torna-se cada vez mais relevante. Viktor Frankl, em “Em Busca de Sentido” (1946), argumenta que a procura por significado é a principal força motriz na vida humana.

Neste cenário desafiador, cada indivíduo é chamado a reconhecer seu papel e propósito. Nesse contexto, surge uma reflexão essencial: não é suficiente ser apenas bom individualmente.

Como observado por diversos pensadores, a bondade, quando aliada ao coletivo, tem o potencial de criar transformações significativas. Assim, não basta ser bom; é imprescindível unir pessoas virtuosas em prol de uma nobre causa.

Unindo Pessoas em Procura de uma Causa Maior

Uma das maiores buscas humanas é dar sentido à própria existência e à vida daqueles que nos cercam. Em “A Arte de Ser Livre” (1990), Anthony de Mello destaca a importância de encontrar propósito e significado nas ações diárias.

A ibrath, neste contexto, surge como um convite, uma casa e uma causa para aqueles que buscam mais do que a simples acomodação pessoal. Unir-se a essa organização significa habitar um espaço de propósito coletivo e transformador.

O Movimento Holístico da ibrath

Mas, o que realmente significa o “movimento holístico” proposto pela ibrath? A abordagem holística, por definição, considera o ser humano em sua totalidade, integrando corpo, mente e espírito.

A ibrath propõe um movimento que transcenda a visão convencional, focando na totalidade do ser e na interconexão de todos os aspectos da vida. Esse movimento representa um chamado para superar paradigmas tradicionais e abraçar uma visão integrada do bem-estar humano.

A Profissão do Futuro: Terapeuta Holístico

Com a crescente conscientização sobre saúde mental e bem-estar, a terapia holística” data-wpil-keyword-link=”linked”>terapia holística está se consolidando como a profissão do futuro.

Mas, para abraçar verdadeiramente essa profissão, é essencial romper com antigos paradigmas e princípios. Como Fritjof Capra menciona em “O Ponto de Mutação” (1982), estamos no limiar de uma mudança de paradigma, onde a visão holística da realidade torna-se mais relevante do que nunca.

A ibrath incentiva terapeutas holísticos a fazer parte dessa transformação, promovendo a inovação no campo da terapia.

O Convite à Inovação

Se você é terapeuta holístico ou alguém em busca de propósito e significado, a ibrath convida você a fazer parte deste movimento transformador. Juntos, podemos construir uma comunidade que não apenas compreende a importância do bem-estar holístico, mas que também atua ativamente para promover essa visão no mundo.

Como Mahatma Gandhi uma vez disse: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” (Gandhi, 1942). A ibrath oferece uma plataforma para essa mudança.

Em uma era caracterizada por rápidas transformações e desafios emergentes, a busca por propósito e significado nunca foi tão crucial.

Através do movimento holístico da ibrath, terapeutas e indivíduos são convidados a unir forças, inovar e criar um impacto positivo na sociedade, promovendo uma visão integrada do bem-estar humano.

CONCLUSÃO (complexidade humana)

Como Mahatma Gandhi uma vez disse: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” (Gandhi, 1942). A ibrath oferece uma plataforma para essa mudança.

João Barros

Floripa, 19.08.23

REFERÊNCIAS BÁSICAS (complexidade humana)

  1. “O Ponto de Mutação” – Fritjof Capra
    • Resenha: Nesta obra magistral, Capra, físico teórico, examina as mudanças paradigmáticas que estão ocorrendo nas ciências e discute como elas afetam nossa visão de mundo e de nós mesmos. Ele conecta essas mudanças à necessidade de uma abordagem mais holística e integrada à realidade. Essa leitura é fundamental para entender a transição de um paradigma mecanicista para um holístico.
  2. “Ser e Tempo” – Martin Heidegger
    • Resenha: Embora seja uma obra complexa, Heidegger discute profundamente a questão da existência humana, do “ser-no-mundo”. Ele introduz o conceito de “Dasein”, o ser que questiona o próprio ser, trazendo reflexões sobre identidade, propósito e autenticidade. Este livro é essencial para quem quer compreender as raízes filosóficas da busca por significado.
  3. “A Árvore do Conhecimento” – Humberto Maturana e Francisco Varela
    • Resenha: Esta obra aborda a biologia da cognição, examinando como os seres vivos e seus sistemas perceptivos interagem com o mundo. Os autores defendem uma visão sistêmica e holística da vida, na qual cada ser vivo co-cria sua realidade através da interação. O livro é uma leitura indispensável para quem busca compreender os fundamentos biológicos da percepção e da consciência.
  4. “Holismo e Transdisciplinaridade – Quando a arte encontra a ciência” – Basarab Nicolescu
    • Resenha: Nicolescu, físico teórico e um dos principais defensores da transdisciplinaridade, explora neste livro a fusão entre ciência, arte, espiritualidade e tradição. O autor argumenta que a transdisciplinaridade pode proporcionar uma compreensão mais rica e integrada da realidade. O livro é uma excelente introdução ao holismo moderno.
  5. “Identidade e Violência: A ilusão do destino” – Amartya Sen
    • Resenha: Sen, Prêmio Nobel de Economia, discute neste livro as questões da identidade humana e como sua percepção pode levar à violência. Ele argumenta que a identidade é multifacetada e que restringi-la a uma única categoria (como religião, nacionalidade ou raça) pode ser perigoso. O livro é crucial para quem quer entender as nuances da identidade em um mundo globalizado.

O que é uma abordagem holística e por que ela é relevante no contexto atual?

Resposta: Uma abordagem holística refere-se ao entendimento ou tratamento de algo em sua totalidade, considerando todas as suas partes interconectadas, em vez de se concentrar em partes individuais. No contexto atual, caracterizado pela complexidade e interconexão, uma visão holística permite abordar problemas e questões de uma maneira mais integrada e sistêmica, garantindo que as soluções sejam mais sustentáveis e abrangentes.

Como a identidade individual se relaciona com a busca por propósito e significado na vida?

Resposta: A identidade individual é a noção que temos de nós mesmos, moldada por fatores como cultura, experiências e valores. O propósito e o significado, por outro lado, referem-se ao nosso “porquê” intrínseco – a razão pela qual escolhemos agir de determinada maneira ou buscar certas coisas na vida. Quando alinhamos nossa identidade com um propósito claro, experimentamos uma sensação de realização e coerência, tornando a vida mais rica e significativa.

Quais são os desafios e oportunidades associados à transdisciplinaridade e ao holismo na ciência e na arte?

Resposta: A transdisciplinaridade, que envolve a integração de múltiplas disciplinas para abordar problemas complexos, enfrenta desafios como a necessidade de linguagem e métodos comuns e a resistência de paradigmas estabelecidos. No entanto, ela oferece oportunidades imensas, como soluções mais abrangentes e inovação. O holismo na ciência e na arte permite uma apreciação mais rica da realidade, capturando a beleza e a complexidade do mundo em sua totalidade.

Como a percepção da identidade pode influenciar as interações sociais e a coesão comunitária?

Resposta: A percepção da identidade desempenha um papel crucial nas interações sociais. Quando as pessoas se identificam fortemente com um grupo e se sentem ameaçadas, podem surgir tendências exclusivistas, levando a conflitos. No entanto, uma compreensão ampla e inclusiva da identidade pode promover a empatia, a colaboração e a coesão comunitária, à medida que as pessoas reconhecem a humanidade compartilhada e os valores comuns.

Como os profissionais, especialmente os terapeutas holísticos, podem contribuir para a inovação no campo da saúde e bem-estar?

Resposta: Os terapeutas holísticos, ao adotarem uma abordagem integrada, consideram os aspectos físicos, mentais, emocionais e espirituais da saúde. Eles têm a capacidade de ir além das soluções sintomáticas e tratar a raiz dos problemas. Além disso, podem introduzir práticas e métodos tradicionais ou alternativos, promovendo a inovação no campo da saúde. Ao trabalharem em colaboração com outros profissionais de saúde, os terapeutas holísticos podem contribuir para a criação de sistemas de saúde mais resilientes e centrados no paciente.

João Barros - empresário/escritor - professor com formação em filosofia/pedagogia, teologia/psicanálise (...) atualmente, diretor pedagógico na empresa SELO BE IBRATH - com foco na supervisão e qualificação dos produtos pedagógicos e cursos livres em saúde, qualidade de vida e bem-estar. Quanto às crenças e valores, vale a máxima: o caráter do profissional em saúde - isto é - dos psicanalistas/terapeutas - determina sua missão. "Mens sana in corpore sano".

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